terça-feira, 25 de abril de 2017

Quem são estes jovens que faziam parte dos Penetras de Cajazeiras?


Tempo de uma juventude saudável
Da esquerda para a direita: Marcelo Xavier, Rafael Holanda e Edilberto Pereira
Colaborador:
Rafael Holanda Lins
João Pessoa – PB

sábado, 22 de abril de 2017

Grupo Escolar Monsenhor Milanez, 1950, por Christiano Moura

      A foto(grafia) – antigamente se chamava retrato – foi feita em nov./dez.1950, no Grupo Escolar Mons. Milanez, em comemoração à colação de grau dos alunos do antigo Curso Primário – 1º ao 4º ano do hoje Curso Fundamental. 
Eis os concluintes, 
alguns deles in memoriam: 
      1ª fila – Dona Noêmia, Inácio Rolim, José Odílio Pires, João Batista Rolim, José (Zezinho) Batista, Marinaldo Augusto, Jesus Bezerra e Maria Cavalcanti; 2ª fila – Toinha Oliveira, Terezinha Ricarte, Terezinha (de Tal), Rosa Amélia Rolim e Joana (de Tal); 
      3ª fila – Francisca Félix, Salete, Selma Maciel e Francisca Santana; 
      4ª fila – Erenice Ferreira, Noélia Guedes, Terezinha (de Seu Neco), Sara (de Seu Acrísio) e Raimunda (de Tal)

      PORTAL DA MEMÓRIA - GAZETA DO ALTO PIRANHAS


sexta-feira, 21 de abril de 2017

Um comício que ficou na história...

  Lá pelos idos da década de 50 do século passado em um comício político na cidade Cajazeiras, aconteceu um fato inusitado que mudou a história da cidade. Figuras ilustres da política paraibana como Rui Carneiro, Argemiro Figueiredo e outros políticos da região que se atreviam a discursar no palanque armado em uma praça central da cidade eram vaiados sumariamente por uma população revoltada e com profundo descrédito na classe política naquele momento. Quem subia ao palanque e pegava em microfone para falar era coberto de vaias e xingamentos. Todos os presentes na comitiva de políticos vindos da capital do estado para falar ao povo Cajazeirense, estava inibido e recusava assumir postura de orador para pedir votos naquele lugar; só alguns mais afoitos teimavam e eram alvos dos mais baixos xingamentos e palavrões, tamanha a revolta do povo cajazeirense com os políticos paraibanos. Criou-se uma situação vexaminosa e embaraçosa para os oradores oficiais daquele comício, candidatos e partidários que não viam qualquer saída emergente para aquela situação. Coube ao grande orador paraibano Alcides Carneiro, natural de Princesa - Pb, mudar toda a história do comício e da cidade de Cajazeiras. Depois de tomar uns goles, umas lapadas de cana da qual era uma adepto consumidor, um exímio consumidor de suas propriedades medicinais, resolveu subir no palanque e discursar para aquela plateia rebelde, enfurecida... gostava de desafios. Foi informado de que seria vaiado como todos os outros! Seria execrado em praça pública! Não deveria subir no palanque o grande orador paraibano Alcides Carneiro; seria jogado na cova dos leões se assim o fizesse. Foi.
 - ...Povo cajazeirense... (Vaias!)
 - Cajazeiras, a terra do Padre Rolim! A cidade que ensinou a Paraíba a ler, não vai vaiar Alcides Carneiro!
    Gritos! Aplausos! Palmas! Bombas! Festa, o povo enlouqueceu em alegria e ainda hoje carrega o andor sem reclamar e leva seus políticos nas costas sem reclamar, porque ensinou a Paraíba a ler como disse o maior dos oradores paraibanos: Sir Alcides Carneiro. Daí nasceu o bordão "Cajazeiras a cidade que ensinou a Paraíba a ler!" e com isso entrou para a história por uma citação poética de um político paraibano em campanha.

Fonte:





quinta-feira, 20 de abril de 2017

Dr. Celso Matos Rolim


    Celso Matos Rolim foi médico e político. Nasceu em Cajazeiras em 1888. Era filho do Cel. Joaquim Gonçalves de Matos Rolim - Coronel Matos e Maria Idalina de Albuquerque Cartaxo - Sinhazinha. Era casado com Eunice de Medeiros Matos e teve dois filhos: Marinice e Celso Filho. Formou-se em medicina em 16 de março de 1927 pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, hoje, Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ e logo depois iniciou suas atividades profissionais em Cajazeiras. Foi um dos precursores da formação e construção do Hospital Regional de Cajazeiras e é autor de um trabalho biográfico sobre seu pai, o qual foi lido na abertura do centenário de nascimento do coronel Matos, festivamente comemorado em 1968. Participou do Movimento que conduziu Getúlio Vargas ao poder em 1930. Integrou a Assembléia Constituinte entre 1935 e 1937, como Deputado Constituinte Estadual da Paraí-
ba, diplomado pelo Tribunal Regional de Justiça Eleitoral em 14 de outubro de 1934. Após seu pai Cel. Joaquim Matos ter pedido demissão do cargo de Prefeito de Cajazeiras, em 10 de dezembro de 1937, Celso Matos é agraciado pelo seu genitor sendo nomeado Prefeito de Cajazeiras para o triênio 1937/1940.
    
Cleudimar  Ferreira
Blog Cajazeiras de Amor. 





Vamos identificar os alunos do Colégio Estadual de Cajazeiras!

Hugo Boss professor, Geraldo Mangueira, Ronaldo, Francivaldo Badin Bruguelo Lamartine, Francisco Fisioterapeuta, 9- Dirceu Marques 10- Valdenez 11- Eliezer Filho 12- Nurisman Cartaxo 13- ? 14- Dimas Maciel 15- Marisa matias almeida Rolim 16- Lucia Candeia 17- Lucia Candeia Erivania Bandeira, José Augusto Maciel (Júnior de Dedé Morais)

segunda-feira, 17 de abril de 2017

O HOMEM MAIS SABIDO DE CAJAZEIRAS

      Em 1975 foi publicada a primeira edição do Novo Dicionário da Língua Portuguesa, de autoria de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. Foi, e continua sendo fenômeno editorial brasileiro. Só não vendeu mais que a bíblia, no Brasil.
      Bem, Cajazeiras poderia ter um colaborador para esse fenômeno editorial, tendo em vista que ele era um apaixonado por palavras. Apaixonado ao ponto de ser um exibidor de vocabulário escorreito, digo: apurado. Suas palavras eram pronunciadas ao sabor da prolixidade, digo: muito longo, ou difuso.
      Não, o nosso personagem amante da língua pátria não era escritor, não era jornalista, não era intelectual, no sentido lato, digo: amplo, da palavra, não freqüentava as rodas literárias de Cajazeiras, não tinha liame, digo: ligação, com a nata, digo: o que há de melhor, da intelectualidade cajazeirense contemporânea, digo: que vive na mesma época.
      A vaidade e a erudição, digo: instrução vasta e variada, de nosso personagem, com certeza se renderia aos apelos e a ovação, digo: aplausos ou honras entusiásticas, de entrar para a Academia Cajazeirense de Letras, se assim houvesse.
      Sua sapiência, digo: sabedoria divina, encantava e admirava a todos. A todos que se rendiam a seu estilo loquaz, digo: palavroso, verboso.
      Essa figura impoluta, digo: pura, virtuosa, não tinha escritório de advocacia para verbalizar data vênia, digo: expressão respeitosa com que se principia uma argumentação, e logorréias, digo: hábito de falar com excesso.
      Talvez nossa figura em destaque fosse o precursor, digo: que precede, da criação genial do dramaturgo Dias Gomes, Odorico Paraguassu. O linguajar rebuscado, digo: requintando, era sua marca registrada.
      Afinal, se ele não estava numa banca de advocacia, onde ele estaria então? Estava ele num banco. Não, não era no Banco do Brasil. O seu banco, era o banco onde ele estava sentado vendendo tudo que uma budega sortida tinha para atender sua clientela. Sentado em seu banco, atendia a todos. Aos matutos, que se lhe rendiam basbaque, digo: que fica pasmo diante de tudo, e os urbanos de Cajazeiras.
      Sua budega era bem provida, bem arrumada, bem limpa, de balcão bem organizado, distante dos balcões de outras budegas que serviam pinga em balcões sujos e imundos devido as goipadas dos pinguços dadas ao seu pé em louvor à dose do santo.
      Sempre com seu dicionário apostos em sua mesinha de trabalho, onde ficava a gaveta do caixa, ali lia e relia (percebi o cacófato, digo: som destoante) as páginas de seu dicionário, de onde sairiam suas palavras difíceis arremessadas aos fregueses.
      Se lhe perguntassem: - “Tem palito de dente?”, ele responderia: - “Você, nobre freguês, está a procura de pequenos gravetos propícios à extração de restos alimentares pós refeições?”. E se procurassem por rapadura, teriam como resposta: - “Meu caro freguês, você está solicitando um retângulo sólido, de doce natural, extraído da planta da família das gramíneas, processado via mecanismo laboral artesanal?”. Um rapaz queria sal de cozinha, e ele respondia: - “O jovem imberbe está a requisitar cloreto de sódio, cristalino, branco, usado na alimentação?”
      Em conversas com pessoas, se lhe contestassem o sentido de uma palavra, era o mesmo que chamá-lo para a briga, não a briga braçal, mas o acinte, digo: a provocação, em desmoralizá-lo em sua verborragia, digo: grande abundância de palavras, mas com poucas idéias, no falar ou discutir.
      Por todo seu esforço em querer falar difícil e bonito, conquistando a admiração principalmente dos matutos, ele é considerado o homem mais sabido de Cajazeiras. Nem que seja nas mesas de bares e esquinas onde a galhofa e o palavrório é a tônica.
      Seu nome é: Zecão.



Histórica Pedra do Galo…

A Pedra do Galo, todos os anos, 
é o ponto de referência para 
a partida da tradicional Via Sacra 
e tem como término 
a Igreja de São João Bosco, 
na Praça Camilo de Holanda.
     Histórica Pedra do Galo e a Cruz de Cristo e a vitória das mulheres para retirar o cabaré de Cajazeiras por trás do Cemitério Velho.
     Nos idos de 1950, depois de um embate entre as mulheres cristãs de Cajazeiras e o poder público municipal, com o objetivo de retirar o cabaré de Cajazeiras, por trás do Cemitério Coração de Maria, conhecido como “Ferro de Engomar” e o grito de Frei Damião de que só voltaria a pregar as Santas Missões em Cajazeiras depois que o prefeito mudasse de local o velho meretrício. Para comemorar a vitória da luta pela retirada, foi celebrada uma missa, por Frei Damião. A comunidade católica tomou como base uma pedra existente mesmo em frente ao novo local do cabaré da cidade, que ficou conhecido como “A Palha” e construiu uma Cruz e no seu ápice colocou um galo. 
     A Pedra do Galo, todos os anos, é o ponto de referência para a partida da tradicional Via Sacra e tem como término a Igreja de São João Bosco, na Praça Camilo de Holanda.  
     A Pedra do Galo fica situada na Velha Estrada de Jatobá, hoje Bairro São Francisco.O prefeito foi Otacílio Jurema.
TV DIÁRIO DO SERTÃO


sábado, 15 de abril de 2017

Minas de ferro em Patamuté

A Serra da Arara
   Há muito tem po se fala na e-xistência de jazi das de ferro em Cajazeiras. Coisa antiga.”
   Comentou de certa feita Fras-sales na sua coluna no Gazeta do Alto Piranhas. O assunto me fez voltar a tempos da minha infância. Explico, metade da Serra da Arara pertence à minha família do lado materno, local onde muito brinquei na minha infância/juventude.
       No meio do topo da Serra, há uma placa de metal cravada num baixo pedestal com uma inscrição em inglês com a face voltada para o céu. Os mais velhos contam que foi uns americanos que a coloca ram atestando que a Serra era fecunda em minérios. Subi na infância para ver placa dos americanos, épo ca em que o meu inglês se resumia às aulas dos professores Zé Andriola e Mister Boy do Diocesano. Ou seja, muito rudimentar para entender o que estava escrito!
Há alguns anos atrás uma prima me liga confirmando que a Serra era realmente detentora de uma nova Carajás sem ouro. “Estamos ricos!” exclamava ela exultante.
Como se sabe que aonde há fumaça há fogo, assim tomei conhecimento através do Frassales que “a especulação vem de longe, de muito longe.”, já foi assunto “pelo presidente da província da Parahyba do Norte, Ambrósio Leitão da Cunha, em Relatório ao sucessor, no longínquo ano de 1860”.
Oxalá que a minha prima estivesse certa! Mas o assunto foi para as calendas gregas!


quinta-feira, 13 de abril de 2017

Cajazeiras foi a primeira cidade da Paraíba a ter aulas para o sexo feminino

Antiga Rua Padre Rolim
      Por que Alcides Carneiro proclamou: “Cajazeiras ensinou a Paraíba a ler”?
      Duas fortes justificativas teriam levado o maior tribuno da Paraíba a ser movido a citar esta frase, que ao longo do tempo se constitui no que há de mais sublime, emblemático e simbólico sobre a nossa cidade.
      Em 16 de agosto de 1858 o presidente Beaurepeire Rohan concedeu autorização à professora Vitória dos Santos Rolim de Albuquerque para instalar uma aula particular do ensino primário do sexo feminino em Cajazeiras, o que deu à terra do Padre Rolim a PRIMAZIA dessa atividade no magistério de primeiras letras, em toda a Província. Neste tempo Cajazeiras não existia ainda como município, fato que aconteceu cinco anos depois, em 1863.
      O Colégio Nossa Senhora das Neves, criado pela Lei Nº 13, de 4 de novembro de 1858, surgiu quase três meses depois da escola de Cajazeiras, circunstância histórica que convalida a famosa frase de Alcides Carneiro, numa referência ao trabalho do Padre Rolim que, com sua escolinha da Serraria, em 1829, antecedeu ao Liceu Paraibano, em 1836.
      Este pioneirismo cajazeirense nós não estamos sabendo usufruir, apesar de termos ainda a frase cunhada por Alcides Carneiro que poderia estruturar um movimento cultural e espelhar para todo o Brasil a pujança histórica/educacional desta cidade que cresceu em torno e em função de uma escola.
      A escola para as meninas foi confiada às irmãs Antonia e Vitória dos Santos Rolim de Albuquerque, que já haviam sido encaminhadas pelo padre Rolim para Fortaleza, preparando-as para o difícil trabalho do magistério. Esta ação do padre Rolim nos dá mais uma certeza da visão e importância que ele tinha sobre a educação. Ambas eram sobrinhas do Padre Rolim e irmãs do padre José Tomaz de Albuquerque, que foi o primeiro prefeito de Cajazeiras, em 1863.
      Além destas duas professoras pioneiras no magistério cajazeirense, entre 1870 e 1886 lecionaram ainda nesta escola, que funcionava praticamente como um anexo da escola do padre Rolim as seguintes mestras: Rufina Maria da Conceição (1870), Angela Barbosa Cordeiro (1873), Ana Brasilina de Sousa Rolim (1873), que era sobrinha do Padre Rolim, Petronila Maria Efigênia de Oliveira (1874), Joana Natalina Maria de Miranda (1875), Ana Josefa Sobreira (1876), Serafina Leopoldina da Silva Borges (1883) e Maria Eulina Salgado Guarita (1886).

Uma das fotos mais antigas do Colégio N. S. Lourdes 
constava no nome o vocábulo ginásio 
      Nos relatórios do Diretor da Instrução Pública e as falas dos presidentes nada se falava sobre esta escola. Quando Dom Moisés Coelho, primeiro bispo de nossa diocese, em 1915, reabriu o Colégio do Padre Rolim, criou uma secção feminina que se tornou no futuro a Escola Normal, instalada em 1918 e posteriormente foi confiada às religiosas Dorotéias. A cidade mais uma vez é pioneira na criação de cursos profissionalizantes, ao formar as famosas “normalistas”.
      O ensino público primário do sexo feminino, como era conhecido nos velhos tempos da Província, começou, em Cajazeiras, com a escola criada pela Lei nº 550, de 21 de outubro de 1918.A mais antiga das professoras nomeadas para a escola do sexo feminino em Cajazeiras, de que se tem noticia, foi Rufina Maria da Conceição, que em 6 de abril de 1870, foi substituída por Ângela Barbosa Sobreira. Diante do exposto, fica mais do justificado a histórica e celebre frase de Alcides Carneiro: “Cajazeiras, cidade que ensinou a Paraíba a ler”.



quarta-feira, 12 de abril de 2017

Chico Rolim alavanca o novo ciclo da educação cajazeirense

      Esta fotografia é dos idos de 1963/1964 do século passado, muitos que a vêem ainda não tinham vindo ao mundo.
      Este retalho histórico evidencia a inauguração de uma das primeiras escolas da zona rural da nossa cidade de Cajazeiras ma administração do novo prefeito, Francisco Matias Rolim, eleito numa disputa ferrenha entre quatro candidatos que disputavam o alvorecer de novos líderes políticos que substituiriam o líder in-conteste de então, Dr. Otacílio Guimarães Jurema, exemplo raro de intelectual, médico, político, homem de ação e prestígio, figura indelével no olimpo político da terra do Padre Rolim. Dr. Otacílio Jurema sentou por duas vezes na cadeira de prefeito, foi, também em 1954, Secretário de Educação e Saúde do Estado da Paraíba no governo de Oswaldo Trigueiro, foi também suplente de senador assumindo o mandato por quase 3 anos, além de deputado estadual em 1963.
      Com o ocaso do Dr. Otacílio Jurema e a eleição do prefeito Francisco Matias Rolim era iniciado um novo ciclo de líderes políticos.
      Francisco Matias Rolim, mais conhecido por Chico Rolim, fez uma administração que ecoaria por décadas, mas atendo ao fato da foto, vale destacar o pioneirismo salutar de Chico Rolim no campo da educação. Cajazeiras sempre tradicional no campo da educação, teve neste homem quase não ocupou os bancos escolares, Tradicional no campo da educação, Cajazeiras, de então, hibernava na sua vocação, o colégio Padre Rolim perdia a sua importância como impulsionador decaía e a cidade perdendo a sua importância neste campo tem na figura de Chico Rolim a volta ao seu pendor histórico.

  Na sua primeira administração, Chico Rolim inaugurou mais grupos escolares de que todos os seus antecessores. 
A cidade que ensinou a Pa raíba a ler não tinha co-légios gratui tos e com ele passou a con tar com três: Colégio Co-mercial Municipal "MONSENHOR CONS-TATINO VIEIRA", Colégio Estadual e o Colégio Professor "HILDEBRANDO LEAL. Ainda na sua edificadora política educacional, Chico Rolim criou uma gratificação especial para as professoras da Zona Rural, que partia de 50% a 100% dos seus vencimentos de conformidade com a freqüência comprovada em casa escola. Vale ressaltar a atitude politiqueira em relação ao Colégio Estadual, iniciado no Governo PEDRO MORENO GONDIM, administrado pelo Francisco Matias Rolim, e mesmo assim deixaram de constar os seus nomes na placa inaugural do atual prédio, construído num terreno comprado pelo prefeito Chico Rolim.
      Hoje se vemos a cidade de Cajazeiras como um importante pólo educacional do Nordeste não se pode olvidar o trabalho incansável de Chico Rolim na implantação do seu campus universitário.
    Avante, Cajazeiras, lute pela im plantação da Univer sidade Fe deral do Ser tão, um jus to e antigo anseio do seu povo, Chico Rolim já cumpriu o seu papel, agora cabe às novas gerações!


      Esta fotografia é dos idos de 1963/1964 do século passado, muitos que a vêem ainda não tinham vindo ao mundo.
      Este retalho histórico evidencia a inauguração de uma das primeiras escolas da zona rural da nossa cidade de Cajazeiras ma administração do novo prefeito, Francisco Matias Rolim, eleito numa disputa ferrenha entre quatro candidatos que disputavam o alvorecer de novos líderes políticos que substituiriam o líder in-conteste de então, Dr. Otacílio Guimarães Jurema, exemplo raro de intelectual, médico, político, homem de ação e prestígio, figura indelével no olimpo político da terra do Padre Rolim. Dr. Otacílio Jurema sentou por duas vezes na cadeira de prefeito, foi, também em 1954, Secretário de Educação e Saúde do Estado da Paraíba no governo de Oswaldo Trigueiro, foi também suplente de senador assumindo o mandato por quase 3 anos, além de deputado estadual em 1963.
      Com o ocaso do Dr. Otacílio Jurema e a eleição do prefeito Francisco Matias Rolim era iniciado um novo ciclo de líderes políticos.
      Francisco Matias Rolim, mais conhecido por Chico Rolim, fez uma administração que ecoaria por décadas, mas atendo ao fato da foto, vale destacar o pioneirismo salutar de Chico Rolim no campo da educação. Cajazeiras sempre tradicional no campo da educação, teve neste homem quase não ocupou os bancos escolares, Tradicional no campo da educação, Cajazeiras, de então, hibernava na sua vocação, o colégio Padre Rolim perdia a sua importância como impulsionador decaía e a cidade perdendo a sua importância neste campo tem na figura de Chico Rolim a volta ao seu pendor histórico.

  Na sua primeira administração, Chico Rolim inaugurou mais grupos escolares de que todos os seus antecessores. 

A cidade que ensinou a Pa raíba a ler não tinha co-légios gratui tos e com ele passou a con tar com três: Colégio Co-mercial Municipal "MONSENHOR CONS-TATINO VIEIRA", Colégio Estadual e o Colégio Professor "HILDEBRANDO LEAL. Ainda na sua edificadora política educacional, Chico Rolim criou uma gratificação especial para as professoras da Zona Rural, que partia de 50% a 100% dos seus vencimentos de conformidade com a freqüência comprovada em casa escola. Vale ressaltar a atitude politiqueira em relação ao Colégio Estadual, iniciado no Governo PEDRO MORENO GONDIM, administrado pelo Francisco Matias Rolim, e mesmo assim deixaram de constar os seus nomes na placa inaugural do atual prédio, construído num terreno comprado pelo prefeito Chico Rolim.
      Hoje se vemos a cidade de Cajazeiras como um importante pólo educacional do Nordeste não se pode olvidar o trabalho incansável de Chico Rolim na implantação do seu campus universitário.

    Avante, Cajazeiras, lute pela im plantação da Univer sidade Fe deral do Ser tão, um jus to e antigo anseio do seu povo, Chico Rolim já cumpriu o seu papel, agora cabe às novas gerações!

terça-feira, 4 de abril de 2017

Ô, PÃOZÃO DE ARROBA!


De manhã cedinho eu, ou algum irmão meu, íamos comprar pão pro café na padaria. Cajazeiras tinha várias padarias em várias épocas. Tinha a padaria de ‘seu’ Massilon, pai de Custódio e outros irmãos, que ficava ao lado da igreja dos crentes, a Assembléia de Deus; tinha a padaria de ‘seu’ Zeca, de frente pra praça dos carros, e hoje é o bar de Bibiano; tinha a padaria de Hidelbrando, na Camilo de Holanda; depois apareceu uma padaria mais moderna, que não lembro o nome, na Rua do Armazém de Seu Arcanjo – gosto de personalizar as ruas -; também se podia comprar pão em algumas bodegas, que vinha de alguma padaria; depois na Praça João Pessoa tinha outra padaria; depois... depois... 
Todas essas padarias faziam bons pães, prestavam um bom serviço. As pessoas se dirigiam a elas para comprar seus pães de cada dia. Normalmente na fachada dos prédios dessas padarias se tinha o nome delas pintado, e, geralmente era Timóteo, desenhista de letras, pai de Marcondes, que fazia. Era a identificação delas, era seu marketing. Cajazeiras era abastecida por essa produção de pães em escala. As padarias tinham seus padeiros contratados, tinha seus atendentes. 
Tudo isso é normal. É a lei do comércio. Tudo isso é normal, falei no parágrafo anterior, como também é normal a citação do dito popular de que “toda regra tem exceção”. E onde estava a exceção no feitio do pão de Cajazeiras se todo pão é um alimento feito de massa de farinha de trigo ou outros cereais, com água e fermento, de forma em geral arredondada ou alongada, e que é assado ao forno? A exceção é que se pode trabalhar com esses mesmos ingredientes e se dá sua versão, seu toque mágico, seu segredo, seu carinho com o trigo. 
 Pois em Cajazeiras existia essa exceção, reconhecida por todos. Era um pão singular. Era um pão gostosíssimo, era um pão de dar água na boca, era um pão feito por mãos entendidas de pão. Literalmente era um pão caseiro, pois que era feito em casa, sem identificação de padaria na fachada, sem marketing, sem comercial, sem ajudantes para vendê-lo à freguesia, sem padeiros extras para confeccionar os pães. 
 O responsável por essa particularidade saía pelas ruas de Cajazeiras vendendo seu peixe, ou melhor, vendendo seu pão. Seu marketing, seu comercial estavam agregados à sua voz sonora, a seu cesto sempre novinho, sempre limpinho, sempre coberto com um pano bem alvinho, e ele também sempre bem vestido. Seu jingle era conhecido por todas as pessoas de Cajazeiras, pronunciado de intervalos em intervalos de suas passadas largas – ele era alto, pernas longas - pois que tinha de atender sua freguesia cativa. Anunciava seu pão em um tom que não agredia aos ouvidos de ninguém: “olhaí o jacaré, quem vai querer! olhaí o pãozinho quente na hora, quem vai querer!...”, e quando gritavam por seu nome para comprar o pão ele elastecia seu bordão em um “Ô PÃOZÃO DE ARROBA!”. À tarde ele passava em frente a minha casa – Rua Pedro Américo - por volta das treze/quatorze horas e, quando era lá pelas dezessete horas, estava eu na Praça do Espinho e via-o passar com o cesto, sempre vazio. 
 Quando ele passava na calçada de minha casa meu nariz acompanhava o cheiro do pão do início ao fim da rua. Naquele momento, eu, criança/adolescente, achava uma merda ser pobre, pois não tinha dinheiro para comprar todo dia aquele pão sedutor, agradável, apetitoso, saboroso, deleitoso, e mais todos os adjetivos afins que o Aurélio, o Houaiss e mais o Caudas Aulete tiverem juntos. 
 Se vivo fosse, estaria ele completando ontem, dia 19, 92 anos. Pois esse homem simples, educado, trabalhador, religioso, respeitado por todos os cajazeirenses, pai exemplar, chefe de família de primeira grandeza, deu o melhor que podia a seus filhos. Estudei com sua filha no Colégio Comercial, menina aplicada. Com outro seu filho trabalhei fazendo cadeiras na oficina de ‘seu’ Zé Américo. Um outro era jogador de futebol, e um outro é professor de História. Os nome deles são: Criselite – se não me engano esse é seu nome -, Bartol, Beré e Cabral Filho. E o nome desse ilustre senhor, se chama: SAORA! 
 Eduardo Pereira E-mail: dudaleu1@gmail.com


quinta-feira, 30 de março de 2017

Há dez anos, Valiomar partiu para o encontro com Deus!

     Dez anos completam!
     Uma década de ausência, marcada pela saudade. Mas ele deixou saudades pelo seu espírito alegre, divertido, extrovertido que resultava numa simpatia indelével que desafia o tempo, este senhor que cria e descria tudo. Waliomar, sempre lembrarei de ti!


domingo, 26 de março de 2017

Praça Coração de Jesus anos 50

Que lindo, que momento mágico. A direita em primeiro plano, está a imponete esquina onde hoje é a Daniele Boutique. Bem lá no fundo, o antigo Armazém Bandeirante com o seu concorrete Armazém São Paulo à esquerda. No meio, o saudoso pé de trapiá. O mais... Jippe's, Marinetes, homens, mulheres e o céu como testemunha.
 Esta foto é realmente uma viagem no tempo. 
Ela foi gravada no momento em que o calçamento da Av. Padre José Tomaz estava sendo feito. Observe bem que no canto esquerdo da mesma, há um monte de areia. Onde estão os postes de luz, o meio fio está inacabado. No lado direito, na esquina onde hoje funciona a Danielle Butique, dá pra ver - com detalhes, os operários trabalhando na pavimentação. Lá nos fundos - na calçada da antiga lanchonete São Braz, tem outro operário trabalhando. No meio da foto, estacionado, um caminhão usado para transportar a areia, está debaixo do antigo Pé de Trapiá.